Por trás de toda conexão estável, de todo streaming sem travar e de toda videochamada que não cai, existe uma infraestrutura que a maioria dos assinantes nunca vê. É o caso da i_mais, uma das maiores operações de provedor de internet (ISP) da Região Norte, com mais de 115 mil assinantes ativos, e que é uma marca da Click IP.

Este case é uma boa oportunidade para abrir a “caixa-preta” de uma operação de ISP de grande escala: o que realmente é preciso ter, em termos de infraestrutura, para sustentar centenas de milhares de conexões simultâneas em uma das regiões mais desafiadoras do Brasil, sem virar sinônimo de instabilidade.

Quem é a i_mais

A i_mais nasceu para levar internet de qualidade a regiões que, historicamente, ficaram de fora do radar dos grandes provedores nacionais. Hoje, é referência em conectividade na Amazônia, atendendo dezenas de milhares de famílias e empresas com uma operação que exige escala, resiliência e presença local.

Diferente de um provedor que simplesmente revende capacidade de terceiros, a i_mais opera sobre uma infraestrutura própria de ponta a ponta. Isso muda completamente a equação: em vez de depender de um fornecedor externo para cada gargalo de rota, a operação tem controle direto sobre a qualidade, a capacidade e a velocidade com que resolve qualquer instabilidade.

O desafio de sustentar uma operação de 115 mil assinantes

Entregar internet estável para mais de 115 mil conexões simultâneas não é apenas uma questão de “ter banda disponível”. Envolve rota redundante, baixa latência até os principais pontos de troca de tráfego do país, monitoramento constante e capacidade de escalar sem degradar a experiência do assinante, tudo isso em uma das regiões mais desafiadoras do Brasil para se construir infraestrutura física.

Cada novo bairro conectado, cada pico de consumo em horário nobre, cada evento que lota a rede de streaming e videochamadas é um teste de estresse real para a infraestrutura por trás da marca. Sem uma base física robusta, esse crescimento simplesmente não se sustenta: a operação começa a apresentar lentidão, quedas e reclamações, justamente no momento em que mais precisa de estabilidade.

Como a Click IP entra na equação

É aqui que a estrutura da Click IP sustenta a operação da i_mais de ponta a ponta:

  • Backbone óptico próprio, com mais de 7.500 km de fibra DWDM, eliminando a dependência de terceiros na rota principal.
  • Data Center TIA-942-C RATED3 em Manaus, o primeiro certificado do Amazonas, hospedando a infraestrutura crítica da operação.
  • Presença nos principais hubs de conectividade e IX do Brasil, reduzindo latência e melhorando a qualidade de entrega de conteúdo.
  • NOC próprio, com monitoramento 24/7 e resposta rápida a qualquer instabilidade na rede.

Essa combinação, rede própria, data center certificado e operação especializada, é o que permite que uma operação do porte da i_mais cresça de forma consistente, sem abrir mão de qualidade ou disponibilidade.

Redundância: o que acontece quando algo falha

Nenhuma rede, por melhor que seja projetada, está imune a incidentes: uma obra que rompe um duto, uma descarga atmosférica, uma falha de equipamento. A diferença entre uma operação resiliente e uma operação frágil não é a ausência de falhas, é a capacidade de absorver esses incidentes sem que o assinante final perceba.

É por isso que rota redundante e um NOC próprio monitorando 24/7 fazem tanta diferença: um problema em um trecho do backbone pode ser contornado por uma rota alternativa em minutos, muitas vezes antes mesmo que o assinante note qualquer instabilidade. Esse tipo de resposta não existe quando a infraestrutura crítica está nas mãos de terceiros distantes.

O papel do Data Center na experiência do assinante

Um ISP não vive só de rota de acesso: os sistemas de gestão de assinantes, autenticação, faturamento e suporte também precisam de um lar seguro e estável. Hospedar essa infraestrutura crítica dentro de um Data Center certificado TIA-942-C RATED3, com energia redundante, climatização de precisão e segurança física, retira da equação um ponto de falha que normalmente é invisível ao público, mas que, quando falha, derruba toda a operação.

O que isso significa para outras operadoras e ISPs

O case da i_mais é a prova prática de que é possível construir e sustentar uma operação de ISP de grande escala na Região Norte, com o parceiro certo de infraestrutura. Para operadoras e ISPs regionais que hoje dependem de infraestrutura de terceiros ou enfrentam limitações de rota, o modelo da Click IP mostra um caminho: trânsito IP, transporte óptico e capacidade entregues direto da fonte, sem revenda no caminho.

Isso vale tanto para quem está começando a estruturar uma operação de ISP quanto para quem já opera em escala e sente na pele os limites de depender de infraestrutura alheia: gargalos de capacidade em horário de pico, SLA que ninguém cumpre de fato e pouca visibilidade sobre onde, exatamente, o problema está acontecendo.

O caminho a partir daqui

Sustentar 115 mil assinantes hoje não significa que a operação para por aí. Rede própria, capacidade escalável e presença nos principais pontos de troca de tráfego do país formam a base para que uma operação de ISP continue crescendo sem repetir, em maior escala, os mesmos gargalos que travam operações que dependem de terceiros.